O plano de parto é uma ferramenta tão poderosa para fazer valer os direitos da gestante, que é a primeira recomendação da Organização Mundial de Saúde, desde 1986, para uma boa experiência de parto.

O que é o Plano de Parto?

Plano de parto é um documento escrito pela gestante para indicar à equipe de parto e ao hospital quais são as suas escolhas e preferências sobre como gostaria que seu parto fosse assistido pela equipe, bem como quais procedimentos ela não deseja receber no trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.

É uma ferramenta para fazer valer os direitos e sua voz da mulher, uma vez que é preparado com antecedência, pressupondo escolhas informadas sobre cada procedimento.

O plano de parto é, na verdade, uma conquista relativamente recente para as mulheres. É recomendado pela OMS desde 1986 e também é recomendado pelo Ministério da Saúde nas Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal.

Definitivamente, isso representou um grande passo para promover e assegurar uma experiência de parto mais humanizada, uma vez que as mulheres geralmente não se sentem nas melhores condições para decidir durante o trabalho de parto e parto – seja por causa dos hormônios ou medo de sofrer violência obstétrica como represália da equipe médica.

Quem pode fazer um plano de parto?

Qualquer mulher pode fazer e apresentar um Plano de Parto, independente do tipo de parto que escolher, seja normal ou cesárea, no SUS, em hospital privado ou em casa!

Quando fazer o plano de parto?

A qualquer momento. Inclusive, não precisa ser algo que você senta e faz todo de uma vez. Pode ir fazendo ao longo da gestação, conforme aprende e se informa sobre cada etapa e procedimento envolvidos num parto normal hospitalar ou domiciliar. O mais importante é que fique pronto antes do momento do parto, de modo que possa entregar à sua equipe médica.

Como fazer um plano de parto?

Alguns países, onde existe um maior foco na humanização do parto, têm um modelo de plano de parto que é oferecido à gestante quando entra na maternidade ou nos centros de saúde, como é o caso de Portugal e Holanda, por exemplo. Em Portugal, esse modelo é um formulário oferecido pelo hospital, no qual a mulher assinala o que autoriza ou não que seja feito.

No Brasil, não há um “modelo oficial” ou formulário padrão, embora haja até mesmo legislações específicas em alguns estados (como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina) para aplicação do plano de parto. Por isso, fazer um plano de parto é algo bastante livre. Pode fazer uma lista, como pode simplesmente descrever o que autoriza e não autoriza, num texto corrido.

Também já publiquei aqui na Vila um artigo sobre Plano de Parto para Cesárea, aconselho a leitura mesmo para quem está decidida a ter um parto natural.

O que escrever no plano de parto?

  • Que tipo de parto gostaria de ter;
  • Se tem preferência por alguma posição no momento do parto (ex: posições verticalizadas invés de litotômicas);
  • Se prefere não receber analgesia e outros anestésicos a menos que estritamente necessários ou em que situações gostaria que a oferecessem medicamentos;
  • Se prefere que não seja administrada ocitocina sintética e soro;
  • Se prefere que não seja realizada episiotomia e manipulação de períneo;
  • Quando prefere que seja feito o corte no cordão umbilical;
  • Se deseja que seja administrado colírio de prata ao bebê;
  • Se desejar dar o primeiro banho imediatamente ou prefere esperar para manter o vérnix caseoso mais algum tempo;

Modelos de Plano de Parto

Já existem bons modelos de planos de parto desenvolvidos por diversas associações e instituições respeitáveis e renomadas no âmbito da humanização do parto. Veja abaixo uma lista de modelos que indicamos, desenvolvidos por instituições que apoiam a humanização do parto:

Se esse artigo te ajudou a entender melhor o plano de parto, compartilhe com outras gestantes e vamos fazer valer o respeito às mulheres no parto!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.