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Amamentação é igual partida de futebol: todo mundo quer dar pitaco, mesmo não sendo especialista. Nesse texto, vamos desmentir todas as mentiras que te contaram sobre amamentar e desvendar a verdade. Vem com a gente!

Pega-correta-para-amamentação

“Amamentar deixa os seios caídos"

MENTIRA. Os seus seios podem mudar devido à gravidez e ao envelhecimento, mas a amamentação não é a causa. Na verdade, amamentar pode até mesmo ajudar a manter os seios saudáveis e fortes.

 

Durante a amamentação, os músculos dos seios são ativados e exercitados, o que pode ajudar a combater a flacidez. Além disso, a amamentação pode ajudar a prevenir o surgimento de cistos mamários e diminuir o risco de câncer de mama.

 

Claro, é importante lembrar que a amamentação pode causar algumas mudanças temporárias nos seios por causa do leite. Por exemplo, é normal haver diferenças de tamanho e sensibilidade quando o leite desce ou quando o bebê mama um seio e não o outro. Essas mudanças são normais e geralmente desaparecem após alguns meses.

O mito do leite fraco

Não existe leite fraco. O leite materno é sempre a melhor alternativa para o bebê, pois é produzido especificamente pela mãe para as necessidades nutricionais da sua cria. Na maioria dos casos em que mães duvidam de seu próprio leite tem mais a ver com falta de apoio e comentários externos, que fazem a mãe se sentir incapaz, do que com uma manifestação física do bebê.

 

Além disso, produzir pouca quantidade de leite não deve ser confundido com “ter leite fraco”. A amamentação funciona num sistema de “demanda e oferta”: quanto mais o bebê mama, mais o corpo produz. Se, por qualquer motivo que seja, você sente que está produzindo pouco leite, isso não quer dizer que seu leite seja fraco. A melhor opção, nesse caso, é estimular a produção de mais leite e não substituir o leite materno por leite artificial.

 

Se você sente que está produzindo pouco leite, dá uma lida no nosso artigo com Dicas para aumentar a produção de leite materno.

"Amamentar dói”

Amamentar não deve doer. Se estiver doendo, algo está errado e pode/deve ser corrigido. Se você estiver sentindo dor grave durante a amamentação, isso pode ser um sinal de que há algum problema com a posição do bebê ou com a pega. Amamentar com a pega errada é quase sempre o motivo das rachaduras nos mamilos e de uma amamentação dolorosa.

"É impossível amamentar e trabalhar fora de casa"

É possível trabalhar fora e manter a amamentação sim. Se você está planejando voltar ao trabalho após a licença de maternidade e deseja continuar amamentando, existem algumas coisas que pode fazer para manter a produção de leite materno:

  • Ordenhe leite para armazenar: amamente ou dê ao seu bebê o leite materno armazenado antes de sair de casa e assim que chegar em casa. Isso vai ajudar a manter a produção de leite e estimular a demanda do bebê por leite materno;

  • Mantenha-se bem hidratada: beba muita água durante o dia e traga uma garrafinha ou copo grande para o trabalho para garantir que continua a beber água ao longo do dia. Uma boa hidratação é essencial para manter a produção de leite materno.

  • Estimule a produção de leite: experimente usar uma bomba de leite no meio do dia ou durante os intervalos para estimular a produção de leite. Se morar perto do trabalho, pode tentar manter a amamentação no horário de almoço para ensinar ao corpo que deve ‘manter’ aquela mamada.

  • Fale com seu empregador: converse com seu empregador sobre suas necessidades de amamentação e veja se é possível ter um local tranquilo e privado no trabalho para amamentar ou bombear leite;

 

  • Trabalho remoto ou horários flexíveis: se esta for uma possibilidade no seu trabalho, considere negociar com o empregador a possibilidade de trabalhar em horários mais flexíveis ou trabalhar a partir de casa para poder amamentar o bebê com mais frequência;

"Fórmula é tão boa quanto o leite materno"

Não, não é. Embora a fórmula possa ser a única alternativa em alguns casos (por exemplo, bebês com alergias graves ou com problemas congênitos de sucção), ela não é a mesma coisa que o leite materno. O leite materno é projetado especificamente para atender às necessidades nutricionais dos bebês e contém anticorpos e outros fatores imunes que podem proteger contra doenças e infecções.

O leite artificial é uma fórmula feita de proteínas, gorduras, carboidratos e outros nutrientes que são formulados para imitar tanto quanto possível o leite materno. No entanto, o leite artificial é diferente do leite materno em vários aspectos, incluindo o sabor, a textura e a forma como é digerido.

 

O leite materno é considerado o alimento ideal para bebês e recém-nascidos, pois é feito especificamente para atender às necessidades nutricionais deles. Ele é rico em anticorpos e outros componentes que ajudam a proteger o bebê contra doenças e infecções, e também é mais fácil de digerir do que o leite artificial.

 

No entanto, em alguns casos, o uso de leite artificial pode ser necessário, como quando a mãe não pode ou não deseja amamentar, ou quando o bebê tem uma alergia ou intolerância ao leite materno.

 

Se estiver considerando usar leite artificial, é importante falar com um profissional de saúde qualificado, como uma Consultora de Aleitamento, um Médico ou Enfermeiro, para que possam orientá-la qual fórmula atenderá melhor às necessidades do seu bebê.

"Leite materno é para recém-nascidos. Se tem dentes, não precisa mais mamar".

O leite materno é ideal para bebês de todas as idades. De fato, a Organização Mundial de Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo (sem suplementação, nem de água nem alimentos) até os seis meses de vida e incentiva a amamentação prolongada pelo menos até os 2 anos de idade. Na realidade, pesquisas sugerem que a amamentação prolongada está ligada a um sistema imunológico mais forte e resistente.

 

Quanto ao surgimento dos dentes, não há motivo para parar de amamentar só porque os primeiros dentinhos começaram a aparecer. Aliás, a amamentação pode até mesmo ajudar o bebê a desenvolver uma boa técnica de mordida e a prevenir o surgimento de cáries. Isso porque o leite materno contém anticorpos e outras substâncias que podem ajudar a proteger os dentes do bebê contra a cárie.

"Tem que parar de amamentar se quiser engravidar novamente"

O aleitamento materno não necessariamente torna mais difícil engravidar novamente. Embora a amamentação possa alterar os níveis hormonais do corpo, retardando a ovulação (a liberação de um óvulo do ovário) e a menstruação (o sangramento mensal que ocorre quando o óvulo não é fertilizado), isto não significa que a mulher não possa engravidar.

 

A amamentação não é um método de controle de natalidade e a fertilidade pode retornar a qualquer momento, mesmo durante a amamentação.

“Só o leite materno não é suficiente para alimentar o bebê”

O leite materno não só é mais que suficiente, como é o melhor alimento possível para bebês e recém-nascidos, pois é feito especificamente para atender às suas necessidades nutricionais. Ele é rico em anticorpos e outros componentes que ajudam a proteger o bebê contra doenças e infecções, e também é mais fácil de digerir do que o leite artificial.

 

Na maioria dos casos, o leite materno é suficiente para alimentar um bebê e fornecer todos os nutrientes de que ele precisa para crescer e se desenvolver de forma saudável. No entanto, em alguns casos, pode ser necessário oferecer ao bebê outros alimentos ou suplementos além do leite materno. Por exemplo, alguns bebês podem precisar de um suplemento de ferro ou de outros nutrientes para se desenvolver adequadamente.

 

Se estiver com dúvidas sobre amamentação, é importante falar com um profissional de saúde qualificado, como um médico ou uma consultora de aleitamento materno. Eles podem avaliar o crescimento e o desenvolvimento do seu bebê e fornecer orientação sobre a alimentação e qualquer suplemento que possa ser necessário.

 

Embora seja ótimo ter o apoio de outras mulheres que amamentaram, lembre-se que elas podem não ser especialistas treinadas no assunto e podem dar opiniões defasadas ou tendenciosas, baseadas nas próprias vivências e traumas que não necessariamente se aplicam ao seu caso.

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com Rosane Baldissera

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